Ilhabela tem uma peculiaridade que pesa em qualquer compra: cerca de 85% do território está dentro do Parque Estadual de Ilhabela, criado em 1977. O que sobra para morar é, quase todo, uma faixa estreita na costa voltada para o continente. Por isso a oferta de imóveis é limitada e os preços costumam ficar acima dos de cidades vizinhas.

Onde fica a parte habitada

A costa oeste, de frente para o canal de São Sebastião, concentra os bairros: Perequê e Barra Velha, perto da balsa, onde está boa parte do comércio; a Vila, centro histórico; e, ao norte e ao sul, bairros residenciais como Itaquanduba, Itaguaçu, Saco da Capela, Engenho d’Água, Siriúba, Julião e Feiticeira.

O lado voltado para o oceano, com Castelhanos e outras praias, tem acesso por estrada de terra ou por mar e quase nenhuma oferta de imóveis regularizados.

A balsa faz parte da rotina

A ligação com o continente é feita pela travessia entre São Sebastião e Ilhabela. Fora da temporada a espera é curta. Em feriados e no verão, pode passar de horas sem agendamento. Para quem pretende morar na ilha e trabalhar no continente, esse é o primeiro ponto a testar, de preferência numa sexta-feira à tarde.

Cuidados específicos na compra

  • Limite do parque e zoneamento. Lotes nas encostas podem estar dentro do parque, em zona de amortecimento ou com restrição do zoneamento costeiro. Antes da proposta, confira o que se pode construir ou ampliar.
  • Terreno de marinha. Muitos imóveis à beira do canal estão em área da União, com laudêmio na venda e certidão da SPU para a escritura.
  • Posse e loteamentos antigos. Parte das casas foi construída em áreas que nunca tiveram matrícula individual. A regularização é possível em muitos casos, mas leva tempo.
  • Água, esgoto e acesso. Em bairros mais afastados, confirme abastecimento, coleta de esgoto e se a rua é pública e transitável o ano inteiro.

Ilhabela recompensa quem compra com calma. Veja os imóveis à venda em Ilhabela ou fale com a gente para uma busca orientada.